Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

RETROSPECTIVA 2007: Enéas e Antonio Carlos Magalhães morrem

Sexta, 28 de Dezembro de 2007 às 09:56, por: CdB

O ano foi marcado por mortes que abalaram o cenário político nacional. Em maio, o fundador do Prona, diversas vezes candidato a Presidente da República e campeão nacional de votos, Enéas Carneiro faleceu e em 20 de julho o país perde um dos últimos caciques políticos tradicionais, o baiano Antonio Carlos Magalhães.

 

No dia 6 de maio, o deputado federal mais votado da história do país, com 1,5 milhão de votos, Enéas Carneiro, faleceu vítima de leucemia.  

 

Conhecido pelo bordão "meu nome é Enéas", cunhado no início da sua carreira política em 1989, quando criou o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), o deputado teve  seu corpo cremado no Rio de Janeiro. 

 

Médico cardiologista, Enéas era filho de um barbeiro e uma dona de casa e nasceu em Rio Branco, no Acre. Aos nove anos perdeu o pai e começou a trabalhar para ajudar a família. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou a Escola de Saúde do Exército e, em 1959, graduou-se como terceiro-sargento auxiliar de anestesia. Deixou o Exército em 1965 e, no mesmo ano, formou-se na Faculdade Fluminense de Medicina, com especialização em cardiologia. Em 1989 decidiu ingressar na carreira política por insistência da mulher, segundo o próprio Enéas, que afirmava que a companheira estava saturada de ouvir o marido reclamar dos políticos e da situação do País.

 

Com apenas 17 segundos na TV criou o bordão que lhe renderia 360 mil votos na eleição presidencial em 1989. Em 1994, com pouco mais de um minuto na TV, Enéas ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, com 4,67 milhões de votos, perdendo apenas para os então candidatos no primeiro turno Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Em 1998, com 70 segundos na TV, Enéas conseguiu expor algumas de suas idéias nacionalistas, como a defesa da fabricação "pacífica" da bomba atômica para que o Brasil fosse "mais respeitado". Contudo, não conseguiu manter o bom desempenho da eleição anterior e terminou o pleito em quarto lugar, com 1,4 milhão de votos.

 

Logo após sua votação recorde para deputado federal em 2002, que garantiu vaga no Congresso para outros cinco deputados de seu partido, Enéas foi acusado pela Justiça Eleitoral de São Paulo de promover a venda de legenda a candidatos. Nas eleições de 2006, já debilitado, foi reeleito deputado, cargo que exercia até o agravamento da doença.

 

Em 20 de julho, morre senador Antônio Carlos Magalhães (Democratas-BA), 79 anos, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Incor).  ACM morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos, secundária à insuficiência cardíaca.

 

O corpo de ACM , também chamado de "Toninho Malvadeza" ou "Toninho Ternura" foi levado para Salvador onde foi velado no Palácio da Aclamação e enterr

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