O número de cheques sem fundos devolvidos pela segunda vez aumentou, segundo pesquisa da Serasa
O número de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos chegou a 2,21% do total compensado em março, de acordo com levantamento divulgado, nesta quarta-feira, pela empresa de consultoria Serasa Experian. No mês passado, foram devolvidos 1.401.869 cheques e compensados 63.390.631. Em março do ano passado, esse percentual foi 2,36%. Em fevereiro de 2014, as devoluções alcançaram 1,99%.
A explicação dos economistas da Serasa Experian para o aumento da inadimplência em março é a sazonalidade e as dificuldades financeiras do consumidor ante o cenário de inflação em crescimento e do acúmulo de compromissos típicos do primeiro trimestre do ano, como pagamento de impostos, despesas com material escolar, gastos das viagens de férias e pagamento das compras parceladas no final do ano passado.
Quando analisadas as regiões, observa-se que na Norte, a devolução de cheques em março alcançou 4,47% do total de cheques compensados, maior do que o registrado em fevereiro (4,03%). Em março do ano passado, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos nessa região chegou a 5%.
Vendas em queda
As vendas de materiais de construção caíram 3,9% em março em relação ao mesmo período de 2013 e a Abramat, associação que representa o setor, já estuda revisar suas estimativas de crescimento para o ano. Entre janeiro e março, o faturamento do setor subiu 0,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e a expectativa atual da associação para o ano é de uma alta de 4,5%.
"Com o resultado do trimestre, está em curso uma análise interna sobre a manutenção da atual previsão para o ano", disse o presidente da Abramat, Walter Cover, em nota. O resultado mensal foi afetado pelo menor número de dias úteis, disse a associação. Em comparação com fevereiro, as vendas em março cresceram 3,2%.
Considerando os materiais básicos, o segmento recuou 6,5% no mês passado na comparação com 2013. Entre janeiro e março as vendas diminuíram 0,9%. Já as vendas dos materiais de acabamento apresentaram queda de 0,4% em março, mas subiram 3,5% no trimestre.
Número de empregos
O nível de emprego na indústria de materiais de construção, porém, subiu 4,5% em março, na comparação anual. Em relação a fevereiro o nível ficou praticamente estável, com leve alta de 0,3%. Na indústria de materiais básicos o aumento foi 6,4% ano a ano, com estabilidade frente a fevereiro. Nos materiais de acabamento o nível de emprego subiu 1,6% na comparação anual e 0,9% na mensal.
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