O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi teria lhe informado que a retirada das tropas italianas do Iraque:
"só seria feita depois de consultas aos aliados e dependendo da capacidade dos iraquianos de se defenderem".
Bush fez a afirmação nesta quarta-feira em Washington, durante uma entrevista coletiva.
Ele disse que telefonou para o primeiro-ministro para comunicar a indicação do vice-secretário de Defesa, Paul Wolfowitz, para a Presidência do Banco Mundial.
O presidente americano disse aos jornalistas que Berlusconi lhe disse que não havia mudança na política do país.
Na terça-feira, Berlusconi disse que as tropas italianas começariam a deixar o Iraque a partir de setembro.
O país tem o quarto maior contingente estrangeiro no Iraque, com um total de 3 mil soldados, atuando principalmente como forças de paz no sul do país, na região de Nasiryia.
Bush voltou a reafirmar o compromisso do governo americano em ficar no país até que a segurança melhore no Iraque.
"Nossas tropas vão voltar pra casa quando os iraquianos forem capazes de se defender", afirmou o presidente.
Ele disse que "é incrível o progresso obtido no Iraque" desde a invasão americana, há dois anos.
A coalizão liderada pelos Estados Unidos chegou a contar com a participação de 38 países, totalizando 300 mil soldados.
Mas atualmente o número de países participantes caiu para 24, e, dos 170 mil soldados estrangeiros no Iraque, 150 mil são americanos.
Retirada italiana do Iraque será negociada, diz Bush
Quarta, 16 de Março de 2005 às 14:46, por: CdB