Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Resultados surpreendem e bolsas sobem

Segunda, 31 de Outubro de 2005 às 12:06, por: CdB

A Bovespa operava em alta no início da tarde desta segunda-feira, influenciada pelo bom desempenho das bolsas européias e pelo resultado da contas públicas brasileiras. O superávit primário de R$ 7,571 bilhões em setembro surpreendeu investidores.

- Foi quando o superávit saiu que o mercado incrementou ainda mais a alta - disse o diretor da Novação Distribuidora, Carlos Alberto Ribeiro, referindo-se à negociação no mercado futuro de índice, antes da abertura do pregão na Bovespa. Às 11h27h, o Ibovespa subia 1,01%, para 29.623 pontos. Os papéis da Companhia Vale do Rio Doce eram destaque, com alta de 1,63%.

A partir deste último pregão de outubro, o mercado brasileiro passa a ter uma diferença maior em relação a Wall Street, que abre às 12h30 e fecha às 19h.

- Isso complica um pouquinho mais em termos de volume e pode ser que torne o mercado um pouquinho mais volátil - disse Ribeiro.

Nos EUA

As bolsas de valores dos Estados Unidos abriram em alta nesta segunda-feira, impulsionadas por aquisições e por relatório do governo que mostrou aumento do gasto de consumo nos EUA no mês passado. O Departamento do Comércio divulgou alta de 0,5% no gasto do consumidor em setembro, em linha com as expectativas de Wall Street, enquanto os pagamentos de indenizações pós-furacões levaram ao maior salto da renda em 10 meses.

A o núcleo do índice de preços embutido no dado avançou 0,2%, contra expectativa de aumento de 0,1%.

- Acho que a inflação está um pouco mais alta do que o mercado gostaria, mas o número da renda é bom, então vai haver o recuo entre os bônus reagindo negativamente, mas é um bom sinal para os lucros - disse Jim Awad, presidente da Awad Asset Management.

Às 12h43, horário de Brasília, o índice Dow Jones avançava 0,46%, para 10.452 pontos, e o Standard & Poor's 500 registrava valorização de 0,64%, para 1.206 pontos. Já o Nasdaq tinha oscilação positiva de 0,71%, para 2.104 pontos.

As taxas de juros e a inflação serão os focos da semana, com a expectativa do mercado de que o Fed eleve novamente os juros dos EUA durante reunião nesta terça-feira.

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