Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Resultado de investigação sobre Caravaggio deve sair em maio

Quarta, 17 de Março de 2010 às 10:55, por: CdB

Antropólogos italianos esperam ter em maio os resultados definitivos da pesquisa que estão fazendo sobre a morte do artista barroco Caravaggio, possivelmente solucionando um mistério que já dura séculos.

O Comitê Nacional do Patrimônio Cultural italiano vem trabalhando desde o ano passado para descobrir as causas da morte do pintor, em 1610, e localizar seus restos mortais.

Trabalhando com especialistas de diferentes universidades, o grupo já localizou nove ossadas que podem corresponder à de Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio.

Testes realizados na semana passada com o solo nos quais as ossadas foram encontradas podem levá-los para mais perto de uma resposta.

– Se tudo sair a contento, esperamos ter a resposta definitiva em maio –, disse Silvano Vinceti, diretor do comitê.

– Estou otimista. Esta é a última ocasião. Se não conseguirmos, com todo o trabalho e as pesquisas que fizemos, ninguém conseguirá.

Na semana passada Vinceti viajou à cidade de Caravaggio, no norte da Itália, onde Merisi passou sua infância e adolescência, para fazer exames de DNA de seis possíveis descendentes do artista. Os resultados serão comparados com os das ossadas.

– O trabalho que temos pela frente agora é a parte mais complexa do processo –, disse Vinceti.

Caravaggio foi o pioneiro da técnica de pintura barroca conhecida como chiaroscuro, que contrasta a luz e a escuridão. As únicas imagens do artista das quais se tem conhecimento até agora são autorretratos.

Caravaggio era conhecido por sua vida desregrada, e conta a lenda que ele morreu quando estava a caminho de Roma para pedir perdão por ter matado um homem em uma briga.

– Merisi foi um gênio, mas sabe-se muito pouco sobre ele –, disse Vinceti.

Estudiosos já propuseram muitas teorias sobre a morte de Caravaggio. De acordo com as mais populares, ele teria sido assassinado por razões religiosas ou teria sucumbido à malária em uma praia deserta da Toscana.

Em 2001, porém, um pesquisador afirmou ter encontrado o atestado de óbito do pintor, que supostamente comprovaria que ele morreu em um hospital.

Vinceti disse que, depois de Caravaggio, o comitê quer debruçar-se sobre Leonardo da Vinci.

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