Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Resistência não é convidada às conversações com neonazistas da Ucrânia

Políticos da Ucrânia e grupos de direitos civis se reuniram nesta quarta-feira para um debate sobre como acabar com uma rebelião pró-Rússia, no Leste, mas a recusa do governo em Kiev em permitir a participação de separatistas levanta dúvidas sobre o potencial do encontro para atenuar a crise.

Quarta, 14 de Maio de 2014 às 11:58, por: CdB
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Políticos da Ucrânia e grupos de direitos civis se reuniram nesta quarta-feira para um debate sobre como acabar com uma rebelião pró-Rússia
Políticos da Ucrânia e grupos de direitos civis se reuniram nesta quarta-feira para um debate sobre como acabar com uma rebelião pró-Rússia, no Leste, mas a recusa do governo em Kiev em permitir a participação de separatistas levanta dúvidas sobre o potencial do encontro para atenuar a crise. As negociações ocorrem em um momento crítico para Kiev. Na terça-feira, sete soldados foram mortos em uma emboscada perto da cidade oriental de Kramatorsk, o ataque mais grave contra as forças de segurança enviadas em abril para combater o levante. Os eleitores das regiões de Donetsk e Luhansk, no leste, apoiaram um governo próprio em dois referendos realizados no domingo, apesar dos protestos de Kiev, que aponta a influência da Rússia na rebelião e classifica as a consulta popular como ilegal. Depois da votação, líderes rebeldes em Donetsk e Luhansk defenderam que suas regiões fossem incorporadas à Rússia, embora o chamado não tenha sido acatado por Moscou. As negociações nesta quarta-feira reúnem ministros, líderes de partidos políticos, candidatos da eleição presidencial de 25 de maio, representantes de empresas e funcionários de governos regionais. Os participantes devem explorar métodos para compartilhar o poder de modo a permitir uma maior autonomia local, o que o governo em Kiev espera possa atender aos insatisfeitos no leste da Ucrânia. No entanto, o governo ucraniano excluiu os rebeldes, a quem chama de "terroristas", de participação na mesa de negociação, atraindo críticas do exterior. O governo russo disse que deveria haver negociações diretas entre separatistas e Kiev. - Estamos prontos para conversar com todo mundo que tenha objetivos políticos legítimos e que esteja pronto para persegui-los por meios legais, com aqueles que não tenham sangue em suas mãos - disseram o presidente interino, Oleksander Turchinov, e o primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, em um comunicado conjunto. Conflito com a oposição Entre os que têm esperança nas negociações está a chanceler alemã, Angela Merkel. Para ela, quanto mais representantes estiverem presentes, melhor será. A crise na Ucrânia e a anexação da Crimeia pela Rússia geraram a pior crise Leste-Oeste desde o colapso da União Soviética em 1991. Em Slaviansk, nesta quarta-feira, Stella Khorosheva, porta-voz dos rebeldes, disse que eles não têm uma posição oficial sobre as negociações. - Mas Kiev está nos chamando de terroristas e extremistas, que são acusações graves que podem ter importantes consequências legais. Estamos tentando libertar o nosso país e não somos terroristas - disse Khorosheva.  
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