Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Resistência islâmica apela à 'Guerra Santa' contra EUA

Um grupo auto-denominado "Direção da Resistência e Libertação da República do Iraque", anti-norte-americano, enviou comunicado a um jornal da Jordânia em que apela à "Jihad Islâmica" (Guerra Santa) contra "os invasores". (Leia Mais)

Quarta, 23 de Abril de 2003 às 08:23, por: CdB

Um grupo auto-denominado "Direção da Resistência e Libertação da República do Iraque", anti-norte-americano, enviou comunicado a um jornal da Jordânia em que apela à "Jihad Islâmica" (Guerra Santa) contra "os invasores". Publicado no diário árabe "Al Arab Al-Yaoum", o comunicado informa que o grupo foi responsável pelos atentados suicidas contra soldados dos EUA nas cidades de Mosul (norte) e Ramadi (oeste), nos quais, assegura, 19 militares norte-americanos morreram ou ficaram feridos. O general reformado Jay Garner, nomeado pelos Estados Unidos para supervisionar a reconstrução do Iraque, declarou nesta quarta-feira que a situação no país estava melhorando mais rapidamente do que esperava, apesar de persistir a falta de segurança. Numa entrevista coletiva, em Irbil, na região norte do Iraque, sob controle curdo, Garner reconheceu ser forte o descontentamento entre os iraquianos em virtude da situação quase caótica, da onda de saques e da ausência de serviços básicos que se seguiram à deposição do regime de Saddam Hussein. Perguntado quando a vida voltaria ao normal, Garner respondeu: "Tudo tem que ser feito em um ambiente seguro". "Acho que a segurança está melhorando a cada dia", acrescentou. "As coisas estão acontecendo com rapidez incrível e acredito que estão muito melhores do que o retratado", afirmou. "Num prazo muito curto, vocês verão uma mudança na atitude e na disposição das pessoas". Garner tem sido mais calorosamente recebido nas cidades curdas do que em Bagdá, onde chegou na segunda-feira para estabelecer formalmente o Gabinete de Reconstrução e Assistência Humanitária. Sua popularidade entre os curdos seria explicada em parte pelo fato de ter comandado uma missão militar norte-americana para proteger a minoria, cuja rebelião havia sido violentamente reprimida por Saddam após a Guerra do Golfo, de 1991. Em Irbil, o general encontrou-se com Massoud Barzani, o líder do Partido Democrático do Curdistão, um dos dois principais grupos curdos no Iraque. A cidade é base de poder de Barzani.

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