Os residentes médicos realizam hoje uma paralisação, por 24h, reivindicando um reajuste de 48.5% na bolsa-auxílio, congelada desde 2001.
Participam da paralisação, que ocorre em âmbito nacional, os residentes das redes municipal, estadual, federal e privada.
No Rio, cerca de 150 profissionais protestaram em frente à Câmara Municipal, na Cinelândia.
Para Alexandre Miranda, vice-presidente da Associação Estadual de Médicos Residentes, a situação da categoria é crítica:
- Recebemos uma bolsa-auxílio de R$ 1.600, que não é reajustada desde 2001. Tudo o que pedimos é uma reposição das perdas com relação à inflação no período - explicou.
Miranda lembrou ainda que cerca de 70% dos atendimentos na rede do SUS (Sistema Único de Saúde) são feitos por residentes, que trabalham muitas vezes em condições extremas, como nos Hospitais Souza Aguiar e Salgado Filho.
- Fica complicado levar sua vida depois de seis anos de faculdade, mais uma residência de até seis anos, trabalhando de segunda a segunda por 60 horas semanais, no mínimo, em condições precárias, ganhando uma bolsa de R$ 1.600 - lamentou o vice-presidente.
A residência médica é regulamentada no Brasil pelo Ministério da Educação. Para que seja concedido o reajuste, é necessária uma alteração na lei.
- O ministro da Educação se mostrou receptivo à proposta, mas até agora nada foi feito - disse Alexandre.
- Mas caso o governo não atenda nossa reivindicação, podemos parar por tempo indeterminado - concluiu.