Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Residentes do Fundão param de trabalhar

Segunda, 17 de Março de 2008 às 09:50, por: CdB

No mês em que completa 30 anos, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), enfrenta uma série de problemas. Nesta segunda-feira, 88 residentes da área de cirurgia e anestesia da unidade entraram em greve por melhoria como a manutenção de ar condicionados – dois dos três que existem têm a idade do hospital – e materiais básicos como gazes, drenos e luvas cirúrgicas.
 
Segundo a diretoria, no entanto, as cirurgias estão acontecendo normalmente, realizadas pelos médicos.
 
– Falta manutenção nos aparelhos e insumos básicos. A gente vem convivendo com isso e só medidas emergenciais foram tomadas, nenhuma solução. Já houve paciente que não foi operada por não tinha gaze no centro cirúrgico, conta o residente do 3º ano e ex-aluno do curso de Medicina da UFRJ, André Loja.
 
Segundo André, os residentes prepararam uma panfletagem para explicar a decisão aos pacientes e o grupo só deve se reunir para discutir se continua ou não sem trabalhar na próxima quarta-feira .
 
O estopim, segundo André, com confimação da direção do hospital, foi uma pane no sistema de ar condicionado,na semana passada, que fez com que apenas salas de cirurgia continuassem funcionando. A temperatura da água usada na refrigeração das salas, que deveria ser de 5º C, chegou a 16º C.
 
Para a direção do Hospital, os problemas só irão ser totalmente resolvidos quando houver reajuste no contrato de gestão do município, responsável pelo repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) às unidades da capital e com a realização de concursos públicos.
 
– Os residentes têm razão, houve um atraso de pagamento dos fornecedores e alguns itens deixaram de ser entregues. Já vínhamos discutindo a questão internamente, mas temos dificuldades nos manter com o orçamento curto que dispomos. Hoje pagamos 30% dos empregados com empresas terceirizadas. São R$ 1,3 milhão, que poderiam estar no custeio. Não queremos ficar sucateados, é preciso concurso público imediato, reclama Alexandre Pinto Cardoso, diretor-geral do hospital.

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