Em artigo publicado hoje na Folha de S.Paulo sob o título "A USP contra o Estado de Direito", cinco catedráticos da universidade - Fábio Konder Comparato, Francisco de Oliveira, Jorge Luiz Souto Maior, Luiz Renato Martins e Paulo Arantes - denunciam que neste início de 2011, com a escola esvaziada pelas férias, o reitor determinou o "desligamento" de 271 servidores, sem consulta a superiores dos "desligados".
"Um estatuto que permanece intocado mesmo após o fim do regime militar e um reitor que tem buscado a qualquer custo levar a efeito um projeto privatizante estão conduzindo a USP ao caos", denunciam os mestres ao explicarem o que possibilitou a USP chegar a este ponto e seu atual reitor, João Grandino Rodas a estas práticas. Grandino era 2º colocado na lista votada pela USP para ser reitor, mas foi o escolhido pelo governador José Serra (PSDB).
Outra denúncia dos catedráticos uspianos: "Após declarar-se pelo financiamento privado e pela reordenação dos cursos segundo o mercado, o reitor vem instituindo o terror por intermédio de inquéritos administrativos apoiados em um instrumento da ditadura (dec. nº 52.906/ 1972), pelos quais pretende a eliminação de 24 alunos."
A política de privatização do ensino público é prática de governos tucanos e foi tocada nos últimos quatro anos em São Paulo pela dupla governador José Serra - Paulo Renato Souza, secretário de Educação do Estado.
O artigo dos cinco catedráticos da USP mostra um bom exemplo (no sentido de ser ilustrativo) do modo tucano de governar e de tratar a educação - no caso a Universidade mais importante do país. Ou pelo menos era. Pena!
Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026
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