Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Republicanos causam estresse nos norte-americanos e Obama tenta reagir

Um plano republicano para cortar o déficit norte-americano enfrentou atraso e forte oposição nesta quarta-feira, alimentando ansiedade entre investidores e cidadãos norte-americanos que esperam um compromisso tardio para evitar um default da dívida.

Quarta, 27 de Julho de 2011 às 08:13, por: CdB
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Um plano republicano para cortar o déficit norte-americano enfrentou atraso e forte oposição nesta quarta-feira, alimentando ansiedade entre investidores e cidadãos norte-americanos que esperam um compromisso tardio para evitar um default da dívida. Os líderes republicanos e democratas, profundamente dividos, estão encontrando dificuldades para chegar a algum consenso a menos de uma semana de o governo atingir seu limite de financiamentos aprovado pelo Congresso, o que provocaria um possível default que afetaria os mercados globais. Mesmo se uma moratória for evitada, um plano que não contemple um forte corte no déficit poderia resultar num rebaixamento da nota de crédito soberano dos EUA, hoje em nível máximo, o que elevaria os custos de financiamento e imporia um revés à já frágil recuperação econômica. Após semanas de intenso debate, os contornos de um possível acordo têm vindo à tona, mas republicanos e democratas estão divergindo sobre importantes questões e culpando uns aos outros por colocarem interesses políticos à frente dos nacionais. As chances de uma rápida resolução diminuíram depois que uma votação sobre um plano de déficit proposto pelo principal republicano do Congresso foi adiada para quinta-feira, devendo inicialmente ocorrer nesta quarta-feira. O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, apressou-se para ajustar seu projeto após um analista concluir que o plano cortaria cerca de US$ 350 bilhões a menos que o valor de US$ 1,2 trilhão pedido por ele longo de dez anos. Apreensão A falta de progresso nas conversações entre os políticos para a elevação do teto da dívida norte-americana desanimou os investidores dos mercados acionários da Ásia, que fecharam perto da estabilidade nesta quarta-feira. Às 8h20 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico excluindo o Japão tinha ligeira alta de 0,23%, a 490 pontos. – A maioria das pessoas acredita que os Estados Unidos podem evitar um default, mas como a probabilidade disso não é zero, os investidores podem não se sentir confortáveis em comprar – disse Chris Weston, operador na IG Markets. Em Tóquio, o mercado perdeu 0,50%, para 10.047 pontos. A queda foi amparada por um otimismo sobre os melhores lucros corporativos do país. Já em Hong Kong, houve queda de 0,13%, a 22.541 pontos, com perdas de seguradoras, enquanto em Xangai a bolsa subiu 0,76%, a 2.723 pontos, impulsionada por ganhos no setor imobiliário. Em Sydney, houve variação negativa de 0,79%, a 4.537 pontos. O mercado foi abatido ainda por um dado mais alto que o esperado da inflação local. – Os investidores... estão precificando o pior cenário para um default dos Estados Unidos e esperando para comprar mais tarde – afirmou Weston. A bolsa de Seul subiu 0,26%, para 2.174 pontos, com os ganhos de corretoras. – As ações parecem estar se movendo em uma faixa limitada até que o acordo sobre o teto da dívida dos Estados Unidos seja resolvido – disse Yoo Kyung-ha, analista de mercado do Dongbu Securities. Cingapura ganhou 0,22%, para 3.193 pontos, enquanto Taiwan avançou 0,26%, para 8.871 pontos.
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