Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Republicano ou democrata? Tanto faz...

Tanto faz para os brasileiros a vitória, nos EUA, de um candidato republicano ou democrata. Esta é a opinião do professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Virgílio Arraes. Para o analista, não há diferença significativa para o Brasil de qual partido será o próximo presidente dos Estados Unidos - a disputa das prévias começou nesta semana e está indefinida para as duas legendas que dominam a cena política no país. América Latina somente interessa aos EUA por causa do petróleo de Chávez Protecionismo norte-americano continuará o mesmo, após as eleições em curso

Domingo, 13 de Janeiro de 2008 às 08:24, por: CdB

Tanto faz para os brasileiros a vitória, nos EUA, de um candidato republicano ou democrata. Esta é a opinião do professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Virgílio Arraes. Para o analista, não há diferença significativa para o Brasil de qual partido será o próximo presidente dos Estados Unidos - a disputa das prévias começou nesta semana e está indefinida para as duas legendas que dominam a cena política no país.

Arraes discorda da tese de que os democratas dão mais atenção para a América Latina como um todo. Ele explicou que ambos os dois partidos são protecionistas, o que pode ser observado nas exportações brasileiras de suco de laranja, na questão do aço e também dos biocombustíveis. Assim, não haveria mudança num dos pontos mais importantes da relação bilateral entre Brasil e EUA, as medidas adotadas pelos norte-americanos para proteger seus produtores.

- Nenhum dos presidentes, seja democrata, seja republicano, normalmente tem força junto ao Congresso para derrubar medidas protecionistas, então, no presente momento, para o Brasil seria indiferente a vitória de um democrata ou de um republicano - explicou.Arraes.

Ele acrescentou que dificilmente o Brasil será tema de discussão durante a campanha presidencial dos EUA. O relacionamento já se encontra em um bom nível, “tanto no âmbito político quanto no âmbito comercial”, ponderou. Ele explicou que a América Latina certamente será um tema secundário - ao contrário do Oriente Médio, por exemplo.

Apenas dois países da região devem entrar na pauta eleitoral. Um é o México, “que normalmente atrai a atenção em razão do grande fluxo de cidadãos para os Estados Unidos”, disse.

- O outro, também em função da política, mas mais de questões econômicas, como o petróleo, é a Venezuela, por causa da atuação do presidente Hugo Chávez - concluiu.

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