Pela primeira vez em seu governo, a maioria dos norte-americanos questiona a integridade pessoal do presidente George W. Bush, e sua taxa de aprovação em temas importantes teve novos recordes negativos, segundo pesquisa ABC News/Washington Post. Apenas 40% dos entrevistados consideram Bush honesto e confiável. Separadamente, 67% avaliam negativamente os aspectos éticos do seu governo, e menos da metade o consideram um líder forte, o que também é inédito.
Ao todo, 60% desaprovam seu desempenho no cargo, o que segundo a ABC é "um nível não visto desde que a recessão afastou o seu pai (George Bush) do cargo". A taxa de aprovação é de apenas 39%. Mesmo em seu próprio partido, menos de metade dos republicanos - 49% - aprovam o trabalho de Bush, uma redução de 22 pontos percentuais em relação ao começo do ano, quando os republicanos davam a Bush 71% de aprovação, segundo a ABC.
Bush enfrenta vários problemas políticos nos últimos meses: as dificuldades com a guerra no Iraque, que faz cada vez mais baixas, o aumento do preço da gasolina, a demora na reação federal ao furacão Katrina e o indiciamento de um ex-assessor do seu vice, Dick Cheney, por causa do vazamento da identidade de uma agente da CIA. Para 52% dos entrevistados, esse vazamento indica problemas éticos mais amplos no governo. Para 59%, o principal assessor político de Bush, Karl Rove, que está sendo investigado neste caso, deveria renunciar.
Segundo a pesquisa, Bush também perdeu apoio na forma como lida com o Iraque e a economia. Para 55% dos entrevistados, o governo enganou deliberadamente o público para fazer a guerra. Há cerca de seis meses, 43% tinham tal opinião. Para 60%, a guerra do Iraque não vale a pena - um novo recorde, com aumento de 7 pontos desde agosto. Para 73 por cento, é "inaceitável" a quantidade de mortes que os EUA registram no conflito.
Bush teve reprovação de 61% na forma como comanda a economia. Para 65%, a situação é ruim, enquanto 68% consideram que o país vai "no rumo errado" - o maior índice dessa resposta desde 1996. A pesquisa foi feita entre domingo e quarta-feira junto a 1.202 adultos. A margem de erro é de menos ou mais 3 pontos percentuais.