Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Representes do Metrô de SP e funcionários participam de reunião no TRT

Terça, 17 de Junho de 2003 às 15:01, por: CdB

Representantes do Metrô de São Paulo e do sindicato dos funcionários - em greve desde a 0h desta terça-feira - estão reunidos no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). O objetivo é encontrar propostas para acabar com a paralisação. Os metroviários reivindicam reajuste salarial e anunciaram, na última segunda-feira, greve de 24 horas. A categoria deve realizar nova assembléia ainda nesta terça-feira para avaliar a paralisação. Esta é a primeira paralisação do sistema neste ano. Cerca de 2,6 milhões de pessoas são transportadas diariamente pelo metrô. A categoria deve se reunir ainda nesta terça-feira para avaliar a paralisação. Reajuste Os metroviários pedem reajuste salarial de 18,13%, conforme determinação do TRT em 29 de maio. A Companhia do Metropolitano se recusou a conceder aumento e recorreu da decisão da Justiça regional ao TST. A empresa alega que, com o reajuste, 82% de sua receita ficará comprometida com a folha de pagamento. Na última segunda-feira, o juiz João Carlos de Araújo, do TRT, determinou, liminarmente, a manutenção de 80% do funcionamento do metrô nos horários de menor movimento e 100% nos horários de pico, durante a paralisação - medida que não foi acatada. Segundo o tribunal, o descumprimento da manutenção do transporte acarretará multa diária de R$ 200 mil. Trânsito A paralisação causou o 2º maior índice de congestionamento do ano no período da manhã. Às 9h30, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 122 km de vias com problemas. Um quilômetro a menos do recorde, ocorrido em 8 de abril por causa da greve de ônibus. O motorista precisa ter paciência durante a manhã. As principais vias da cidade apresentaram problemas. O rodízio de veículos foi suspenso, o que contribuiu para o aumento do número de carros nas ruas. Zona azul A CET também liberou a zona azul e a faixa solidária - montada em pista sentido contrário, para veículos com mais de um ocupante. Mesmo quem está sozinho no carro pode usar a faixa solidária. Já as faixas exclusivas e os corredores de ônibus não podem ser utilizados por carros e motos, assim como o estacionamento na rua onde há placas alertando sobre a proibição.

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