Rio de Janeiro, 25 de Abril de 2026

Representantes sindicais discutem saída comum para desemprego

Quinta, 26 de Janeiro de 2006 às 11:14, por: CdB

Representantes de sindicatos de toda a América estão reunidos no 6º Fórum Social Mundial para buscar uma saída à crise sindical e encontrar os caminhos para os próximos anos, se possível, com uma estratégia comum. O secretário executivo da Confederação Latino Americana de Trabalhadores (CLAT), o cubano Eduardo Garcia Moure, defende que é preciso enfrentar as causas do desemprego, mas também "a terceirização e o sub-emprego".

- É preciso promover políticas econômicas que criem emprego pleno, e nos comprometermos em aplicar essas políticas junto com os governos -  disse, em discurso nesta quinta-feira, na primeira parte do 2º Fórum Sindical das Américas, uma das duas mil atividades inscritas na programação do Fórum.

O brasileiro Márcio Monzane, que trabalha no Panamá no Uni-América, um sindicato global do setor de serviços, disse que a intenção das centrais sindicais é "positiva" e afirmou ter gostado da primeira etapa do Fórum Sindical.

- É positiva a proposta de buscar consensos, buscar saídas contra o impacto mundial do neoliberalismo. Mas ainda existe muita dificuldade de unidade e muitos ainda se prendem mais nos impasses que na discussão sobre soluções - avaliou.

Pouco antes, o secretário geral da Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (Orit), Victor Baéz, falava justamente sobre isso. O movimento sindical, segundo ele, deve saber como lidar com a invasão das multinacionais e a terceirização, fenômeno mundial também chamado no Brasil de "pejotização", ou seja, quando uma empresa exige que seu funcionário se torne uma pessoa jurídica.

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