O assistente do ministro de Assuntos Exteriores da China, Cui Tiankai, viajou, nesta segunda-feira, ao Irã para tentar resolver a atual crise nuclear, informou a agência estatal Xinhua, que não detalha quantos dias durará a visita.
O Irã ameaçou neste domingo retirar-se da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se forem privados dos seus "direitos inalienáveis".
- Se o resultado de pertencer a organizações internacionais, incluindo a AIEA, é privar o Irã de seus direitos inalienáveis, nossa retirada deste tipo de organismos está bem justificada - afirmou o presidente do Parlamento de Teerã, Gholam Ali Haddad Adel, segundo a imprensa iraniana, citada pela Xinhua.
Até o momento, o Irã insistiu em seu direito, como membro do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), de desenvolver seu programa nuclear com fins pacíficos, e assegurou que o único propósito de suas atividades é gerar eletricidade.
No dia 31 de julho, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) pediu a Teerã que suspenda "todas as suas atividades de enriquecimento de urânio" no prazo de um mês, sob pena de ser sancionada.
A mediação de China e Rússia foi decisiva para evitar que as sanções fossem imediatas.
Estes dois países defenderam o direito do Irã de desenvolver sua própria indústria nuclear com fins pacíficos e insistiram para que a crise seja resolvida pela via diplomática.
Os Estados Unidos acusam o Irã de ter um programa nuclear com fins militares.
Representante da China viaja ao Irã para resolver crise nuclear
Segunda, 14 de Agosto de 2006 às 07:49, por: CdB