A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul elege nesta segunda-feira seu novo presidente. A eleição estava marcada para a semana passada, mas o impasse sobre os possíveis candidatos à vaga adiou a escolha.
A proposta de adiamento partiu do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), um dos parlamentares cotados para assumir o cargo, que defendeu a necessidade de consenso em torno de um nome para a presidência e um plano de trabalho para a comissão. Ele acredita que nesta segunda-feira a eleição terá respaldo de maior número de parlamentares brasileiros.
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) também apresentou seu nome na semana passada, mas afirmou que dará apoio a outros senadores que queiram se candidatar.
- Podemos construir um nome único e não pode haver objeção de ninguém. Nem senador, nem deputado pode fazer objeção ao nome de outro colega - disse.
Renúncia
O novo presidente substituirá o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) até o fim do ano, quando termina o mandato. Mesquita Júnior renunciou na semana passada alegando descaso do governo. Desde a renúncia, o deputado Cláudio Diaz (PSDB-RS) assumiu interinamente a presidência da representação.
Um acordo firmado entre o Senado e a Câmara garante que a cada dois anos o cargo seja alternado. O mandato de 2009 e 2010, portanto, vai ser de um deputado.
Comissões
Nesta segunda-feira, em Montevidéu, esteve reunida a Comissão de Assuntos Econômicos, Financeiros, Comerciais, Fiscais e Monetários para definir data de audiência pública com os diretores da usina hidrelétrica binacional de Itaipu. O Paraguai defende a revisão do preço pago pelo Brasil pela energia excedente não-utilizada pelo país vizinho.
Também se reúniu, nesta segunda, a Comissão de Desenvolvimento Regional Sustentável, Ordenamento Territorial, Habitação, Saúde, Meio Ambiente e Turismo do Parlamento do Mercosul. Entre outros assuntos, constavam da pauta as propostas de uma política ambiental regional para enfrentar o aquecimento global e seus efeitos.