Robert Novak, o jornalista conservador do Washington Post que, em 14 de julho publicou o nome de uma agente secreta da CIA desencadeando uma investigação sobre eventuais vazamentos provenientes da Casa Branca, alegou hoje que seu papel no caso foi exagerado. "Meu papel e o da Casa Branca foram deformados e merecem uma explicação", escreveu Novak no Post.
"Primeiro, não recebi vazamentos planejados. Segundo, a CIA jamais me advertiu que revelar o nome da esposa (agente secreta) de Joseph Wilson podia colocá-la em perigo ou a qualquer outra pessoa. Terceiro, não era realmente um segredo", justificou-se o jornalista. Uma investigação oficial foi aberta ontem sobre as informações da imprensa norte-americana segundo as quais altos funcionários da Casa Branca teriam revelado o nome da agente da CIA, Valerie Plame, esposa do ex-diplomata Joseph Wilson, que se declarou em aberta oposição à guerra no Iraque.
A investigação é feita pelo departamento da Justiça, que pediu aos funcionários da Casa Branca que estejam preparados para colaborar com ela. Revelar a identidade de um agente secreto nos Estados Unidos é um delito que pode levar o acusado à prisão.