Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Repórter do New York Times é morto em Bagdá

Um repórter iraquiano a serviço do New York Times foi baleado nesta sexta-feira, quando se encaminhava para o trabalho em Bagdá, informou o jornal norte-americano. (Leia Mais)

Sexta, 13 de Julho de 2007 às 08:37, por: CdB

Um repórter iraquiano a serviço do New York Times foi baleado nesta sexta-feira, quando se encaminhava para o trabalho em Bagdá, informou o jornal norte-americano.

Khalid Hassan, 23 anos, morreu um dia depois de um motorista e um fotógrafo da Reuters terem sido mortos em Bagdá.

Hassan foi baleado no distrito de Saidiya, mas, segundo o Times, as circunstâncias do ataque permanecem incertas. "Khalid ... era um corajoso integrante de nossa equipe de notícias, que se confrontou com muitos desafios profissionais e pessoais em seus quatro anos, com bom-humor e otimismo", disse John Burns, chefe da sucursal de Bagdá.

Um colega do jornalista, não quis se identificar, disse que Samin ligou esta manhã a seu escritório para advertir que não poderia ir ao trabalho devido à tensão registrada no bairro.

Horas depois, ligou novamente para dizer que as coisas estavam melhor e já estava a caminho do escritório, quando de repente a conversa foi cortada abruptamente.

- Assim, compreendemos que tinha acabado de ser morto - disse seu colega.

Além dos riscos esperados de uma zona de guerra, no Iraque os repórteres são cada vez mais alvo de milícias e militantes, o que torna o país o local mais perigoso do mundo para a atividade jornalística.

Na quinta-feira, o jornalista Namir Nuredin, de 22 anos, fotógrafo da agência Reuters, morreu junto com seu motorista quando cobria os violentos combates de ontem entre soldados americanos e milicianos xiitas do Exército Mehdi no bairro de Al-Amin, em Bagdá.

A Reuters já perdeu seis profissionais e colaboradores desde março de 2003, data do início da ocupação do país por tropas americanas e britânicas.

Nesta sexta-feira, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediu uma dupla investigação do Exército dos Estados Unidos e da Polícia iraquiana sobre a morte dos dois colaboradores Reuters.

Diante dos testemunhos contraditórios sobre as circunstâncias do ocorrido, é necessária uma dupla investigação, afirmou a RSF em comunicado. "Se os fatos e as responsabilidades não forem estabelecidos com exatidão, persistirá a dúvida sobre o envolvimento do Exército americano", advertiu.

A RSF afirmou que testemunhas no local afirmaram que um míssil foi disparado por um helicóptero americano. Segundo outros testemunhos, a explosão pode ter sido causada por um obus disparado por milicianos iraquianos.

Pelo menos 149 jornalistas e assistentes de mídia foram mortos no Iraque desde a invasão liderada pelos EUA em 2003, de acordo com estimativas do Comitê para Proteger Jornalistas, de Nova York. A grande maioria dos mortos é composta por iraquianos.

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