Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

Repórter do 'New York Times' afirma que ficaria na cadeia

Sexta, 30 de Setembro de 2005 às 12:25, por: CdB

Após testemunhar numa investigação federal sobre o vazamento da identidade de uma agente da CIA, a repórter do jornal The New York Times, Judith Miller, declarou esperar que os três meses que passou na prisão incentivem a criação de uma lei federal que proteja jornalistas em incidentes assim.

Um dia depois de deixar a prisão, com a promessa de que revelaria sua fonte à Justiça, Miller não confirmou sua identidade durante uma breve entrevista coletiva.

Mas foi amplamente relatado, inclusive no New York Times, que a fonte foi Lewis Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney.

- Estou feliz de estar livre - resumiu Miller.

Ela concedeu entrevistas já do lado de fora do tribunal onde prestou depoimento, após ter sido autorizada por sua fonte.

- Não queria estar na prisão, mas eu teria ficado até mais tempo - explicou.

A repórter foi presa porque se recusava a violar o princípio de sigilo que rege o relacionamento dos repórteres com suas fontes.

Ela nunca escreveu qualquer reportagem sobre o vazamento, mas o promotor Patrick Fitzgerald achou que a repórter tinha informações que ajudariam a esclarecer o caso.

Advogados disseram que o testemunho de Miller pareceu abrir caminho para que o promotor Patrick Fitzgerald encerre o caso de dois anos sobre a revelação da identidade da agente Valerie Plame e conclua se alguma lei foi violada. 

- Tenho esperança também de que o tempo que passei na prisão ajude na aprovação de uma lei federal que proteja o direito do povo à informação - afirmou Miller.

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