A Renault vai permanecer na Fórmula 1 em 2010 apesar da venda da maior parte de sua escuderia para o grupo de Luxemburgo Genii Capital, informou a montadora francesa nesta quarta-feira.
"A Renault decidiu manter seu compromisso com a Fórmula 1 e abre as portas para a perspectiva de uma parceria estratégica com a Genii Capital, uma empresa de Luxemburgo especializada em novas tecnologias, administração de marcas e automobilismo. Após a venda de uma grande parte das ações da equipe Renault Fórmula 1 à Genii, ambos os sócios irão operar na equipe juntos. A carta de intenção assinada pelas duas companhias deve ser concluída no início de 2010", disse a equipe em comunicado.
A empresa disse que a equipe vai continuar como Renault e manterá os "ingredientes-chave" que a levaram ao título mundial em 2005 e 2006. A Renault, uma das três montadoras que permanecem na Fórmula 1 após as saídas de Honda, Toyota e BMW, vai continuar fornecendo motores para a escuderia e também para a equipe Red Bull, vice-campeã de 2009.
"Estou muito contente por dar as boas-vindas à Genii Capital como nossa nova parceira estratégica e tenho certeza que o entusiasmo deles e expertise em negócios vão criar uma nova dinâmica para a equipe, os funcionários e nossos parceiros", disse em comunicado o presidente da escuderia, Bernard Rey.
O presidente da Genii é Gerard Lopez, cuja companhia de investimentos em tecnologia Mangrove Capital foi uma das primeiras investidoras do Skype. A escuderia contratou o piloto polonês Robert Kubica para guiar um de seus carros em 2010, mas a permanência do piloto na equipe ainda é incerta. O empresário de Kubica, Daniele Morelli, confirmou nesta quarta que existe a possibilidade de rescisão de contrato de seu cliente com a escuderia.
– Nossa reação diante da parceira foi positiva, mas pedimos mais informações. Queremos saber quem está por trás do Genii Capital e quem exercerá as funções dentro da equipe. As cartas mudaram com relação ao contrato que assinamos, e é preciso que a Renault nos dê todas as informações – disse o empresário à agência inglesa de notícias BBC.