O téccnico do Vasco, Renato Gaúcho, não escondeu sua contrariedade com seus atacantes no empate de 2 a 2 com o Botafogo nesta quarta-feira. Se antes a defesa era motivo de pesadelos para Renato, agora é o ataque que está tirando o sono do treinador. Os gols, no geral, têm saído. Mas o time está exagerando no quesito "perder gols".
- Contra o Botafogo, foi um festival. Principalmente nos primeiros minutos, quando o Vasco teve a chance de abrir boa vantagem. Algo parecido aconteceu em outros jogos. O mais marcante foi contra o Fluminense. O time vencia por 2 a 1 e encaixou bons contra-ataques. Mas não fez o terceiro e acabou levando a virada - reclamou o técnico.
- Só não ganhamos o jogo contra o Botafogo por erros nossos. Poderíamos ter matado a partida no primeiro tempo, quando tivemos muitas chances de gol e não aproveitamos. No futebol, quem não mata, morre. o ataque não pode perder tantos gols - disse Renato Gaúcho.
Quem está em alta com o técnico é Morais. Quando voltou ao Vasco após uma passagem apagada pelo Atlético-PR, o jogador alardeou que pretendia reconquistar a torcida e hoje é um dos principais jogadores do time:
- Sei que a torcida estava chateada comigo, mas prometi a mim mesmo que reconquistá-la jogando bem e estou conseguindo meui objetivo - disse o meia, que tinha deixado o Vasco em abril de 2004 e foi chamado de mercenário pelos torcedores.
- Nunca deixei de acreditar no meu futebol. Sempre me dedico nos treinos. Estou bem. O Renato me bancou, acreditou em mim e eu fui crescendo - disse Morais, creditando ao treinador a melhora de rendimento.