A Igreja Renascer em Cristo divulgou nota nesta terça-feira para contestar as declarações do promotor de Justiça Marcelo Mendroni e o do delegado do Grupo de Operações Táticas (GOE) da Polícia Civil Antônio Sucupira Neto.
Eles apresentaram material apreendido em três unidades assistenciais mantidas pela Igreja Renascer. As ações foram feitas no bairro de Heliópolis, Zona Sul de São Paulo, em Franco da Rocha e em Santana do Parnaíba, na região metropolitana.
Na nota, a igreja afirma que está perplexa com as acusações levantadas pelo promotor e convida os jornalistas a conhecer as entidades beneficentes. "A Igreja Apostólica Renascer em Cristo, mais que indignada, está perplexa com as "acusações" contra três de suas entidades assistenciais", diz o texto.
A instituição afirma que o atendimento nestas unidades é gratuito e os gastos são de responsabilidade da Renascer e da Fundação Renascer.
A Renascer negou a acusação, apresentada pelo Ministério Público, de que as crianças atendidas na instituição de Heliópolis, na Zona Sul, têm que trabalhar para garantir assistência.
A nota afirma também que o promotor Marcelo Mendroni agiu por "ressentimento", porque está sendo processado pela Renascer. E acusa o Grupo de Operações Táticas (GOE) de entrar fortemente armado nas instituições – acusação que os policiais negaram durante a entrevista coletiva.
De acordo com o Ministério Público, as entidades que cuidam de crianças recebiam recursos insuficientes para manutenção e as crianças tinham de trabalhar para ser atendidas. Uma diretora chegou a ser levada à delegacia porque a unidade de Franco da Rocha apresentava feijão com data de validade vencida, diz a Promotoria.
As visitas às três entidades foram realizadas em 10 de outubro. Os donos da Renascer, Estevam e Sônia Hernandes, disseram em depoimento ao Ministério Público que o dinheiro arrecadado dos fiéis é utilizado para manutenção das três entidades assistenciais. As diligências foram determinadas dentro de um dos dois processos de lavagem de dinheiro que a família Hernandes responde à Justiça brasileira.
O promotor Mendroni afirma que apenas uma das empresas da Renascer movimentou R$ 46 milhões nos últimos anos. Para ele, a situação física das entidades demonstra que elas recebem muito pouco desse dinheiro.
Mendroni afirma que a intenção inicial do MP ao realizar as diligências era “fazer prova” a favor da Renascer, ou seja, mostrar que o dinheiro arrecadado realmente ia para as entidades. No entanto, a realidade mostrou o contrário.
Nas diligências, os policiais do GOE encontraram planilhas que demonstram que as unidades têm arrecadação própria e devem atingir metas.
Renascer diz estar perplexa com acusações do MP
Terça, 23 de Outubro de 2007 às 16:06, por: CdB