Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Renan vai renovar pedido de licença

O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve encaminhar até sexta-feira o pedido de renovação de licença do cargo. Com o adiamento da votação do processo de cassação contra Renan no plenário da Casa, interlocutores do peemedebista avaliam que o melhor caminho para o senador neste momento é não retornar ao comando do Senado nem renunciar ao cargo em definitivo.

Terça, 20 de Novembro de 2007 às 14:12, por: CdB

O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve encaminhar até sexta-feira o pedido de renovação de licença do cargo. Com o adiamento da votação do processo de cassação contra Renan no plenário da Casa, interlocutores do peemedebista avaliam que o melhor caminho para o senador neste momento é não retornar ao comando do Senado nem renunciar ao cargo em definitivo.

– A licença deve mesmo ser renovada, talvez por mais trinta dias. Ele [Renan] vê que essa é a melhor opção. A renúncia é uma outra fase, primeiro é preciso marcar a data – disse o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).

Renan se afastou do cargo no dia 11 de outubro, após encaminhar pedido de licença médica por 45 dias da presidência da Casa. O período da licença se encerra na próxima segunda-feira, o que obriga Renan a tomar uma decisão sobre renúncia ou retorno à presidência do Senado até o final desta semana.

Raupp vem mantendo conversas com Renan e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sobre a eventual renúncia do peemedebista que chegou a ser cogitada para esta semana como estratégia para absolvê-lo na votação em plenário, inicialmente marcada para esta quinta-feira.

O adiamento da votação, porém, fez perder força a estratégia da renúncia --já que o processo de cassação deve chegar ao plenário somente no início de dezembro.

Viana disse nesta terça-feira que o processo contra Renan deve entrar na pauta do plenário no dia 4 ou 5 de dezembro – isso se o parecer sobre o processo for apresentado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) na semana que vem. No processo, Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar veículos de comunicação em Alagoas.

Manobra Virgílio adiou a entrega do parecer à CCJ para evitar um suposto "acordão" entre senadores da base aliada do governo que poderia absolver Renan no processo de cassação.

PT e PMDB estariam negociando nos bastidores a absolvição de Renan em troca dos peemedebistas votarem favoravelmente ao projeto que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

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