Rio de Janeiro, 14 de Fevereiro de 2026

Renan tem até terça para apresentar defesa ao Conselho de Ética

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem até a próxima terça-feira para apresentar sua defesa ao relator do segundo processo por quebra de decoro parlamentar que enfrenta no Conselho de Ética. (Leia Mais)

Sexta, 31 de Agosto de 2007 às 12:11, por: CdB

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem até a próxima terça-feira para apresentar sua defesa ao relator do segundo processo por quebra de decoro parlamentar que enfrenta no Conselho de Ética.

Aberto com base em representação do PSOL, o processo investiga se Renan beneficiou a cervejaria Schincariol junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) depois que a empresa comprou uma fábrica superfaturada do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan.

O relator, senador João Pedro (PT-AM), disse que aguarda o pronunciamento de Renan para definir a agenda de trabalho.

- Tenho de dar uma resposta ao PSOL e ao Conselho de Ética e quero fazer isso rápido - disse.

O presidente do conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), afirmou que se Renan não quiser se pronunciar, o processo pode correr à revelia.

- Mas acho difícil que ele não queira.

Pelo Código de Ética do Senado, se o representado não se pronuncia, o presidente do conselho precisa nomear um defensor dativo para fazê-lo. Renan Calheiros terá uma semana decisiva. Além de ter de se defender quanto à segunda representação pela qual responde, ainda terá de enfrentar a votação aberta, na quarta-feira, do processo que investiga se ele teve contas pessoais pagas por um lobista de uma empreiteira.

Marcada para a última quinta-feira, a votação foi adiada depois que os senadores Gilvam Borges (PMDB-AP) e Wellington Salgado (PMDB-MG) pediram vista do relatório que recomenda a cassação de Renan. Nesta sexta-feira, Wellington Salgado disse que alguns senadores podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir a votação secreta, o que poderia beneficiar Renan Calheiros, mas negou que tivesse essa intenção.

- Qualquer pessoa que ache que a Constituição tem uma interpretação diferente tem de recorrer ao Supremo. O problema é senador jurista que acha que pode interpretar a Constituição. Vou contestar o relatório, vou estudar o processo, mas não vou ao Supremo - disse.

Wellington Salgado acrescentou que encontrou inconsistências no relatório.

- Vi uma série de mentiras no relatório.

Para ele, não estão querendo cassar o mandato de Renan.

- Isso não é cassação, isso é roubo de mandato do presidente do Senado. Isso é absurdo - concluiu.

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