Rio de Janeiro, 15 de Fevereiro de 2026

Renan lança desafio: ' Não saio daqui'

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou na quinta-feira que esteja disposto a renunciar ao cargo antes de ser julgado pelo plenário da Casa como estratégia para salvar o seu mandato. (Leia Mais)

Quinta, 06 de Setembro de 2007 às 09:21, por: CdB

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou na quinta-feira que esteja disposto a renunciar ao cargo antes de ser julgado pelo plenário da Casa como estratégia para salvar o seu mandato. Renan disse que só vai deixar a presidência se for cassado pelos senadores na votação secreta do projeto que recomenda a sua perda de mandato, marcada para a próxima quarta-feira.

- Fui eleito para cumprir um mandato [de presidente do Senado] de dois anos. Só a decisão do plenário encurtará esse mandato. Fora disso, não há hipótese. Daqui eu não saio; ninguém me tira - enfatizou. Renan disse que, desde quando as primeiras denúncias contra ele vieram à tona no fim de maio, sempre deixou claro que não estava disposto a renunciar.

Em conversas com interlocutores, Renan teria avaliado a possibilidade de se afastar da presidência do Senado para ser absolvido com mais facilidade no plenário da Casa. Apesar de acreditar que será absolvido, uma vez que a votação no plenário é secreta, o senador teria afirmado a interlocutores que sua renúncia poderia influenciar no resultado do plenário - já que muitos parlamentares defendem há várias semanas o seu afastamento da presidência.

O gesto de abrir mão do cargo, na avaliação de interlocutores de Renan, seria um sinal para os senadores de que ele estaria disposto a preservar o mandato, sem apegos na cadeira da presidência. Mesmo com as especulações, Renan negou essa possibilidade.

- A única coisa que renuncio é que não haja pressão sobre ninguém. Isso não vai haver de lado nenhum - assegurou.

Segundo Renan, os senadores terão liberdade para escolherem "livremente" o seu destino político.

- Eles vão escolher de acordo com as suas consciências. Vou enfrentar quarta-feira [a votação no plenário] com a mesma tranqüilidade que enfrentei todos esses dias. Isso é o que tem de acontecer - afirmou.

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