Depois de realizar a primeira reunião com o colégio de líderes, o novo presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou a realização, na próxima terça-feira, de reunião ampla, com a participação de todas as lideranças nas duas Casas do Congresso, o presidente da Câmara, e os presidentes dos partidos, para estabelecer o calendário de votações da reforma política.
Calheiros acredita que somente a partir desse encontro será possível começar "verdadeiramente a reforma política".
- Vamos construir uma convergência, definir os passos necessários e montar um calendário - disse.
O senador propõe aprovar de imediato o que for consensual e estabelecer um calendário de votações para apreciar pontos polêmicos e tomar decisões que precisam de mais tempo para ser implantadas.
- Não podemos continuar assim, precisamos jogar no lixo essa caixa preta e criar regras transparentes e verdadeiras - ressaltou.
A mesma fórmula usada para criar o consenso em torno da reforma política seria repetida na terça-feira seguinte (1º de março) com a realização de mais um almoço de trabalho, desta vez sobre orçamento e reforma tributária.
Renan considerou a primeira reunião do colégio de líderes "muito produtiva". Ficou decidido que até esta quinta-feira as bancadas designarão membros para as comissões permanentes, para que na terça-feira, pela manhã, sejam realizadas as sessões de instalação, e, à tarde, as eleições dos presidentes e vice-presidentes. Também na terça-feira acontecerá a primeira sessão deliberativa do Plenário.
MP 232
O presidente do Senado comprometeu-se a trabalhar no sentido de mediar questões polêmicas - como a MP 232/04, que altera a legislação tributária - visando evitar que agricultores e prestadores de serviços sejam prejudicados, embora esteja consciente de que a solução adotada não poderá promover o desequilíbrio fiscal.
O senador disse também que vai se empenhar para encontrar uma solução para a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) paralela da reforma da Previdência - em tramitação na Câmara e já aprovada pelo Senado - e da reforma tributária, pois há ameaça de obstrução do restante da pauta pelos partidos oposicionistas.