Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Renan ganha tempo com adiamento da conclusão do processo

Quinta, 18 de Outubro de 2007 às 09:16, por: CdB

Licenciado da presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) ganhou fôlego com o adiamento do prazo para conclusão dos processos que pesam contra ele no Conselho de Ética para 15 de novembro.

Segundo a Secretaria Geral da Mesa, a volta dele está prevista para 26 de novembro. O motivo alegado por Renan para se afastar foi rebater acusações que usava do poder do cargo para influenciar nos processos.

Na reunião do conselho, o relator do terceiro processo, Jefferson Peres (PDT-AM), pediu que o prazo para apresentar seu parecer passasse de 2 para 15 de novembro. O motivo, segundo ele, é que pretende ir a Alagoas tomar depoimentos. A acusação contra Renan nesse caso é de uso de "laranjas" para comprar rádios.

Peres afirmou que viajará a Alagoas para ouvir o usineiro João Lyra.

— O depoimento do senhor João Lyra com certeza é importante. Ele já mandou comunicar por advogados que não virá ao conselho. Nem para depor nem para ser acareado. Também mandei notificar duas pessoas arroladas que moram em Maceió — disse.

Aliado de Renan, o relator do quarto processo, Almeida Lima (PMDB-SE), ironizou a imposição de datas para encerrar as investigações. Questionado se terminaria neste ano seu parecer, ele rebateu:

— Não posso garantir. Entrego meu relatório daqui a oito dias ou em um ano, ou em mais. E daí? — indagou.

A denúncia que Almeida Lima investiga é de que Renan foi um dos beneficiários de um suposto esquema de desvio de recursos de ministérios chefiados pelo PMDB. Há, ainda, o segundo processo, cujo relator João Pedro (PT-AM) decidiu "congelar" o caso até que a Câmara termine investigação similar sobre o irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL).

Um quinto processo já foi protocolado na Casa, mas o presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), não indicou o relator. A denúncia é que Renan abusou das prerrogativas de presidente da Casa e armou esquema para espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). Ontem, Renan não compareceu à Casa para votar.

Tags:
Edições digital e impressa