Presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) deve alcançar, no mínimo, 50 votos no Plenário pela sua absolvição, no processo de cassação que o acusa de usar nomes de laranjas para a compra de empresas de comunicação em Alagoas, em parceria com o usineiro João Lira. A avaliação dos senadores do PMDB que estiveram na noite desta segunda-feira foi confiramada pelo ex-presidente da República José Sarney (AP) e Roseana Sarney (MA), pelo líder do governo Romero Jucá (RR) e o líder do PMDB na Casa, Valdir Raupp (RO).
Renan precisará de 41 votos para ser absolvido. Sobre a possibilidade de renúncia à presidência da Casa, Renan, segundo senadores, disse que tomará a decisão após a votação, em Plenário. O senador alagoano está licenciado até o dia 29 de dezembro. Já o senador João Borges (PMDB-AP) acredita que Renan não irá renunciar neste momento, mesmo sabendo que não tem condições de voltar para a presidência do Senado.
– Minha impressão é que ele não renuncia, apesar de haver muita especulação sobre isso", afirmou. "A renúncia viria precipitar a sucessão e poderia ter conseqüências na questão da CPMF – disse o senador a jornalistas, referindo-se à votação da emenda que prorroga a cobrança da contribuição.