Rio de Janeiro, 16 de Fevereiro de 2026

Renan Calheiros seria favorecido por esquema na Funasa, diz revista

O presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), seria favorecido por um esquema de desvio de dinheiro da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), um órgão do Ministério da Saúde com orçamento bilionário para investimentos em saneamento básico, de acordo com a revista Época. (Leia Mais)

Sábado, 08 de Setembro de 2007 às 11:26, por: CdB

O presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), seria favorecido por um esquema de desvio de dinheiro da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), um órgão do Ministério da Saúde com orçamento bilionário para investimentos em saneamento básico, de acordo com a revista Época.

O Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU), investigam contratos por valores até dez vezes acima dos praticados no mercado pela Funasa, cujo ex-presidente, Paulo Lustosa, e o diretor Paulo Roberto de Albuquerque Garcia Coelho teriam sido indicados por Calheiros.

Coelho é sobrinho de Luiz Carlos Coelho, apontado pela revista como um lobista amigo de Renan Calheiros e acusado pelo ex-genro, o advogado Bruno Miranda, de montar um esquema de arrecadação de dinheiro para o presidente do Senado em ministérios comandados pelo PMDB.

De acordo com Miranda, Paulo Roberto Coelho seria o principal operador do esquema na Funasa. Uma das empresas beneficiadas seria a Brasfort Administração e Serviço - fornecedora de mão-de-obra terceirizada -, que no ano passado faturou R$ 21,5 milhões em negócios com a Funasa.

Uma auditoria da CGU na Brasfort teria constatado reajustes ilegais nos valores do contrato com a Funasa e a contratação de funcionários fantasmas.

A revista afirma ainda que a Brasfort emprega diversas pessoas da família Coelho. O TCU e a CGU também investigariam contratos na área de informática, fechados na gestão de Paulo Roberto Coelho por suspeitas de superfaturamento ou contratação sem licitação.

Luiz Carlos Coelho afirmou desconhecer "a existência de propinas na Funasa". O ex-presidente Paulo Lustosa também diz desconhecer "qualquer esquema de arrecadação de propina na Funasa".

A assessoria de Calheiros enviou nota em que o senador assegura que "todas as acusações objetivam produzir resultados na Justiça no processo litigioso de separação com uma funcionária do meu gabinete".

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