Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Renan alega que a mídia quer derrubá-lo

Renan Calheiros classificou as acusações de usar dinheiro de lobbista para pagar pensão de crise artificial. - O que está acontecendo agora é uma covardia de setores da mídia que tentaram derrubar o presidente Lula e não conseguiram. Perderam no primeiro e segundo turnos [das eleições] e agora querem com o presidente do Senado uma espécie de terceiro turno - disse ao chegar ao Senado. Senador afirma que tudo não passa de "uma crise artificial", criada pela imprensa

Quarta, 04 de Julho de 2007 às 09:09, por: CdB

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta quarta-feira que alguns veículos de comunicação querem derrubá-lo, repetindo um método que teriam usado durante a campanha para a Presidência da República, no ano passado.

- O que está acontecendo agora é uma covardia de setores da mídia que tentaram derrubar o presidente Lula e não conseguiram. Perderam no primeiro e segundo turnos [das eleições] e agora querem com o presidente do Senado uma espécie de terceiro turno - disse ao chegar ao Senado.

Renan disse que se sente confortável no cargo e que “com a proteção de Deus e justiça dos meus pares”, vai continuar presidindo o Senado.

Segundo ele, os desdobramentos da denúncia de que um lobista da construtora Mendes Júnior pagaria pensão informal de R$ 12 mil à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha, não passam de “uma crise artificial”.

- O que há contra mim? Qual acusação me fazem? É porque eu tive um filho fora do casamento? Já me penitenciei, pedi perdão, fui perdoado por quem devia? - questionou.

Ele disse que o caso é uma “confusão tão grande” que não há um fato que o incrimine. E que apresentou todos os documentos que provam sua inocência.

O senador afirmou ainda que se for necessário, poderá se explicar no plenário e no Conselho de Ética. Na terça-feira, no plenário do Senado, ele ouviu pedidos de afastamento de vários senadores, de partidos como PDT, PSDB e DEM. Mas afirmou que continuará no cargo.

Nesta quarta-feira à tarde, o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), deve indicar uma comissão de três membros para analisar o processo contra Renan Calheiros: um do bloco governista (PT-PSB-PCdoB-PTB-PP-PR), um do PMDB e outro da oposição (PSDB-DEM).

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