O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) reafirmou, nesta terça-feira, que não pensa em renunciar ou se licenciar do cargo antes do plenário da Casa decidir o seu futuro político. Ao chegar ao Senado nesta manhã, Renan disse que "qualquer coisa que diga respeito a licença ou à renúncia" não faz parte da sua personalidade.
— Eu lutei 120 dias com sofrimento, com dor, com a exposição da minha família para provar a minha verdade, a minha inocência. Não tem sentido, absolutamente nenhum sentido, que agora se faça isso —, afirmou.
Segundo Renan, se afastar da presidência do Senado neste momento seria “um desrespeito ao Brasil e ao Senado brasileiro”.
Aliados de Renan chegaram a tentar convencê-lo em renunciar ao cargo minutos antes do início da votação no plenário como última tentativa de evitar a perda do seu mandato. Se o peemedebista for cassado, ficará inelegível por oito anos a partir de 2011 quando termina o seu mandato no Senado Federal.
Renan é acusado de ter utilizado recursos da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como aluguel e pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
Renan acredita que afastamento é 'desrespeito ao Brasil'
Terça, 11 de Setembro de 2007 às 13:30, por: CdB