Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Renan abre mão de defesa no processo do Conselho de Ética

Terça, 28 de Agosto de 2007 às 15:21, por: CdB

O presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota nesta terça-feira informando que abriu mão do prazo para apresentar suas considerações finais relativas à representação do P-SOL contra ele no Conselho de Ética. Ele é acusado de ter contas pessoais pagas por um funcionário da empresa Mendes Júnior.

A nota diz que "hoje, visando dar maior celeridade ao julgamento a que me submeto democraticamente, abri mão de outro prazo: o das alegações finais, conforme determina a resolução nº. 20".

Era o último dia para Renan fazer as alegações finais relativas à perícia da Polícia Federal nos documentos apresentados por ele. Na nota, o presidente do Senado também diz que não usou o prazo de dez dias ao qual tinha direito para impugnar a perícia feita sobre as provas apresentadas por ele – "todas, por sinal, certificadas como autênticas e verídicas", afirma.

Está marcada para quinta-feira a divulgação do parecer final da comissão de relatores. Se não houver pedido de vistas, a votação do conselho deve ser feita no mesmo dia.

O senador afirma que desde o início do processo procura cumprir todas as normas do regimento da Casa. No documento ele declara que "apesar destes institutos preverem uma série de etapas e prazos que devem ser seguidos na defesa, jamais lancei mão de prerrogativas que poderiam delongar o processo, colocando-me sempre à disposição do Conselho de Ética da Casa e dos senadores".

Ele ressalta que tem se antecipado a qualquer pedido relativo a investigação e que ele próprio pediu ao Ministério Público Federal que abrisse uma investigação para que pudesse "chegar à verdade dos fatos."

Renan Calheiros também diz na nota que delegou ao primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), a direção de todas as reuniões da Mesa Diretora ou a tomada de decisões relativas às ações movidas contra ele.

O parlamentar conclui a nota dizendo que "isso demonstra o que tenho dito: posso até ser vítima dos excessos da democracia, mas jamais me afastarei dela".

Neste momento, a comissão de relatores apresenta ao presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), os relatórios preliminares sobre o caso.

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