Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

Remédios sobem menos, combustíveis caem e aliviam IPCA-15

Quinta, 23 de Junho de 2005 às 08:13, por: CdB

A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou mais que o esperado em junho e atingiu a menor taxa desde julho de 2003, devido a menores altas de custos de uma série de produtos, como alimentos, a inexistência de reajustes expressivos nos preços administrados, e pela a queda nos preços de itens como os combustíveis.

O IPCA-15 subiu 0,12% no mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O dado ficou abaixo da taxa de 0,83% registrada em maio, que havia sido a maior do ano. Analistas estimavam, em média, leitura de 0,30% para o índice junho.

O litro do álcool combustível declinou 9,51% - sendo o maior impacto negativo do mês, de 0,10 ponto percentual. Os preços da gasolina, por sua vez, caíram 1,29%.O grupo Alimentos e Bebidas também contribuiu para a desaceleração do índice, subindo apenas 0,04% após a alta de 0,84% no mês anterior.

Os preços dos remédios registraram em junho uma alta de 0,16%, bem abaixo da variação de 4,16% registrado em maio. No caso de vestuário, os preços dos produtos subiram 0,71%, abaixo da elevação de 1,56% em maio, que ocorreu pelo início da comercialização dos artigos da nova estação naquele mês.

Os custos de energia elétrica avançaram 0,38%, contra 2,85% em maio, e os de ônibus urbanos ficaram estáveis após subirem 2,11% no mês anterior. Outros itens que apresentaram altas menos significativas foram artigos de limpeza (de 0,33% em junho) - e eletrodomésticos (de 0,98%).

Entre as regiões pesquisas pelo IBGE, a maior variação do IPCA-15 foi apurada em Salvador, na Bahia, com alta de 0,71%. A maior queda foi registrada em Curitiba, no Paraná, de 0,38%. Em São Paulo, houve elevação de 0,10%.

O IPCA-E, que mede a inflação trimestral, subiu 1,70% no segundo trimestre, pouco abaixo do 1,78% acumulado de janeiro a março. No primeiro semestre, a inflação acumulada pelo IPCA-15 foi de 3,51% e nos últimos 12 meses, de 7,72%.

O IPCA-15 usa a mesma metodologia do IPCA, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do País. A diferença entre os dois indicadores está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário, enquanto o outro mede os preços de 13 de maio a 13 de junho.

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