Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Remédios pressionam a inflação em abril

O aumento dos remédios e maiores preços de combustíveis pressionaram a inflação ao consumidor em São Paulo, que em abril superou levemente as expectativas de analistas. A inflação ficou em 0,29% no mês passado, contra 0,12% em março, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.

Quarta, 05 de Maio de 2004 às 06:17, por: CdB

O aumento dos remédios e maiores preços de combustíveis pressionaram a inflação ao consumidor em São Paulo, que em abril superou levemente as expectativas de analistas. A inflação ficou em 0,29% no mês passado, contra 0,12% em março, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.

Economistas previam em média uma taxa de 0,25%, com as previsões variando de 0,20% a 0,30%. Paulo Picchetti, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, estimava 0,20%.

Entre os grupos do IPC, Saúde registrou a maior alta, de 2,29%, devido ao reajuste de preços dos remédios concedido no país desde o final de março. Os preços de Transportes passaram de queda em março para avanço de 0,78% em abril. Já os de Alimentação tiveram baixa de 0,30%, contra aumento em março.

Os preços de produtos industrializados também estão pressionando o índice, mas o repasse de custos do atacado para o varejo vem sendo menor que o esperado, segundo avaliação feita por Picchetti recentemente.

Em março a inflação desacelerou mais que o esperado devido principalmente à queda dos combustíveis e a uma menor alta de Educação. Apesar da aceleração em abril, economistas acreditam que a taxa está em um patamar baixo, no qual deve manter-se até meados do ano, quando normalmente é pressionada por preços administrados.

O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos. A Fipe, da Universidade de São Paulo, divulga os dados do IPC a cada semana.

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