A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,54% em maio, pressionada sobretudo por remédios, energia elétrica e vestuário. O dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira segue a taxa de 0,21% em abril. O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA do mês. Economistas previam em média uma taxa de 0,40% para maio.
Os preços de remédios subiram 4,26 por cento, contribuindo com 0,17 ponto percentual da taxa do mês, o maior impacto individual. Os custos de vestuário avançaram 1,47% em razão da entrada da coleção outono-inverno. Os de energia elétrica aumentaram 1,88%, devido a reajustes em seis das onze aréas brasileiras pesquisadas para o índice.
Os custos de alimentos tiveram queda menor, de 0,10% em maio contra 0,17% em abril, em razão do aumento de produtos como leite pasteurizado e batata-inglesa. A gasolina também teve recuo menor, de 0,31% este mês, enquanto os de álcool passaram de queda em abril para alta de 1,2%.
No ano, o IPCA-15 acumulou alta de 2,76 por cento e nos últimos 12 meses, de 5,01%. O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA. A diferença entre eles está na coleta, já que o IPCA mede o mês calendário, enquanto o outro apurou a variação dos preços entre o período de 13 de abril a 12 de maio para famílias com renda de até 40 salários mínimos.