A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) atingiu em maio a maior taxa desde dezembro do ano passado, pressionada principalmente pelo aumento de remédios, energia elétrica e ônibus.
O IPCA-15 subiu 0,83% , frente à alta de 0,74% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Em dezembro de 2004, a taxa avançou 0,84%.
Analistas estimavam, em média, leitura de 0,85%, com os prognósticos entre 0,80 a 0,90% .Os preços de remédios subiram 4,16%, sendo a maior contribuição individual do índice, de 0,16 ponto percentual.
Os de energia elétrica avançaram 2,85%, refletindo aumentos em Salvador, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Fortaleza, e os ônibus urbanos tiveram alta de 2,11 por cento, devido ao reajuste no Rio de Janeiro.
Também tiveram alta significativa os preços de alimentos (de 0,84%), com aumento de batata-inglesa, feijão, tomate e açúcar. Em razão da coleção outono-inverno, os custos de artigos de vestuário subiram 1,56%.
A maior variação do IPCA-15 foi registrada em Porto Alegre (de 1,37%) e a menor, em Belém (de 0,24%). Em São Paulo, o índice subiu 0,58%.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,38% e nos últimos 12 meses, de 8,19%.
O IPCA-15 usa a mesma metodologia do IPCA, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença entre os dois indicadores está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário, enquanto o outro mede os preços de 14 de abril a 13 de maio.
Remédios e energia levam IPCA-15 à maior taxa do ano
Quarta, 25 de Maio de 2005 às 08:00, por: CdB