Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Relatório registra 15 agressões a jornalistas no primeiro semestre de 2011

Terça, 20 de Setembro de 2011 às 11:46, por: CdB

A Guatemala registrou, apenas no primeiro semestre deste ano, 15 agressões a jornalistas, diretamente vinculadas ao exercício profissional. A informação consta no relatórioEstado da situação da liberdade de expressão na Guatemala, publicado semana passada pelo Centro de Relatórios Informativos sobre Guatemala (Cerigua), a partir de pesquisa do Observatório dos Jornalistas do Cerigua.

11 agressões foram registradas nos departamentos e quatro na capital do país, Cidade da Guatemala. O documento ressalta que pela primeira vez a maioria das agressões foram sofridas por jornalistas dos departamentos, e não da capital. Nos três anos anteriores registrou-se 146 agressões, das quais 84 se deram na Cidade da Guatemala e 62 nos departamentos.

Entre as formas de agressão, houve nove ameaças, duas limitações de acesso à fonte; um caso de assédio, duas intimidações e o assassinato do apresentador de TV Yansi Ordóñez, encontrado morto com feridas de arma branca no município de Nueva Concepción, departamento de Escuintla.

A maioria das agressões partiu de autoridades locais, forças de segurança e políticos que pleiteavam cargo nas eleições ocorridas no último domingo (11).

Apenas uma das ameaças foi atribuída ao crime organizado. Membros do grupo Los Zetas advertiram à imprensa que não queriam mais matérias sobre o massacre do departamento de Petén, quando 27 trabalhadores foram assassinados em represália a uma dívida do patrão, que não foi encontrado.

Contudo, o relatório considera que o fato de haver poucas ameaças feitas pelo narcotráfico se deve a um processo de autocensura imposto aos jornalistas, que temem por sua integridade física.

Cerigua demonstra preocupação com o número de agressões no primeiro semestre. Em 2010, durante todo o ano foram registrados 19 casos, enquanto em apenas seis meses de 2011 chegou-se aos 15. No segundo semestre, de acordo com o relatório, já foram relatados novos atentados contra a imprensa, geralmente atribuídos a partidos políticos.

Na análise do centro, Guatemala vive um dos períodos mais violentos desde o fim do conflito interno, em 1996. A situação teria se agravado com o início do período eleitoral, em maio deste ano.

Por fim, o relatório destaca campanha para exigir esclarecimentos sobre o paradeiro da jornalista Alaíde Foppa, desaparecida desde novembro de 1980.

Durante o lançamento do Relatório, o procurador dos Direitos Humanos (PDH), Sergio Morales, afirmou que a violência contra jornalistas é bastante grave e deve ser resolvida não apenas com ações policiais de prevenção, mas também com políticas públicas para garantir liberdade e segurança no exercício da profissão.

O documento encontra-se no link http://issuu.com/cerigua/docs/estado_situacion_libertad_expresion_2011_primer_se?mode=embed&layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&showFlipBtn=true

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