Enquanto o estado de São Paulo enfrenta a superlotação como o maior problema, a má qualidade da água e da comida e a falta de banho de sol é o que preocupa as autoridades presidiárias no Acre. Esses e outros dados específicos de 15 estados estão no relatório Situação do Sistema Prisional Brasileiro, entregue, nesta terça-feira, pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, ao Comitê Nacional de Política Criminal e Penitenciária do ministério da Justiça.
São Paulo, Bahia, Mato Grosso e Paraná são os quatro estados com mais dificuldade em manter a ordem e os direitos humanos nos presídios de todo país. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), condenou o sentimento revanchista ao assistir aos assassinatos de agentes penitenciários. Muitas pessoas, diz, vêem como um castigo merecido a situação, por exemplo, do presídio de Araquara, onde mais de mil presos estão confinados em áreas abertas.
O deputado lembrou que é preciso educação e trabalho para que o infrator possa retornar às ruas longe de uma organização criminosa. O presidente em exercício do comitê e diretor do Departamento de Presídios Nacional, Maurício Kuehne, ao receber o relatório, ressaltou que apenas 28% dos presos têm a oportunidade de realizar um trabalho na cadeia. Os outros 72% estão completamente ociosos.