Os Estados Unidos enfrentariam uma força militar moderna e letal, abastecida por aliados dos norte-americanos, se entrassem em guerra com a China para defender Taiwan, disse um estudo divulgado nesta terça-feira.
As exportações de armas da Rússia para a China envolvem armamentos cada vez mais sofisticados, e Israel - que recebe parte da mais avançada tecnologia bélica dos EUA - mantém uma relação militar cada vez mais preocupante com o governo chinês, segundo o relatório.
Além disso, se a União Européia (UE) levantar seu embargo de venda de armas para a China, como desejam alguns países-membro, isso poderia "aumentar dramaticamente a capacidade militar" da nação asiática, acrescentou o relatório, elaborado pela Comissão EUA-China de Revisão da Segurança e da Economia.
Repetindo alertas feitos recentemente por um relatório do Pentágono (sede das Forças Armadas dos EUA), a comissão disse que a capacidade militar dos chineses "parecia cada vez mais apta a se encaixar em um cenário de conflito com Taiwan e de atingir forças aéreas e navais dos EUA eventualmente envolvidas".
A China considera Taiwan uma Província rebelde, que cedo ou tarde será reincorporada ao continente, se necessário, pela força.
A comissão mostrou-se preocupada com o fato de a postura dos políticos dos dois lados do estreito de Taiwan ter "endurecido" e recomendou a Washington que reavaliasse seu apoio à política da "China única", ambígua quanto ao status da ilha capitalista.
A comissão, criada pelo Congresso dos EUA em 2000, disse que a modernização do aparato militar da China fez-se graças às grandes aquisições de tecnologia estrangeira. Os maiores fornecedores do país asiático foram a Rússia e Israel.
O governo israelense garantiu aos norte-americanos que não venderia para a China equipamentos capazes de ameaçar a segurança dos EUA. Mas a comissão mostrou-se preocupada com a oferta feita por Israel de "instalações de treinamento, incluindo uma para conflitos em áreas urbanas, a fim de treinar as forças chinesas antes dos Jogos Olímpicos de Pequim".
Israel também forneceu para o país asiático aeronaves não-tripuladas, sistemas de radar, equipamento óptico e de telecomunicações e simuladores de vôo.