Rio de Janeiro, 17 de Março de 2026

Relatório do IBGE confirma ano de crescimento tímido no Brasil

A economia brasileira cresceu 2,5% nos três trimestres de 2006, com relação ao mesmo período do ano passado. O setor que mais cresceu foi a indústria, com desempenho positivo de 2,7%. (Leia Mais)

Quinta, 30 de Novembro de 2006 às 10:09, por: CdB

A economia brasileira cresceu 2,5% nos três trimestres de 2006, com relação ao mesmo período do ano passado. O setor que mais cresceu foi a indústria, com desempenho positivo de 2,7%. As informações constam do relatório Contas Nacionais, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira. O Produto Interno Bruto (PIB - a soma de todas as riquezas produzidas no país) no terceiro trimestre teve crescimento de 0,5%, na comparação com o segundo trimestre, e de 3,2% em relação a igual período do ano passado.

Entre julho e setembro, o resultado foi contido pelos setores de serviços e indústria, com avanços tímidos de 0,4% e 0,6%, respectivamente. Se comparados ao mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 3,2%, quando as previsões oscilavam entre altas de 2,2% a 3,6%. Nos primeiros nove meses do ano, houve um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado e a expansão anualizada da economia foi de 2,3%.

Na última edição do boletim Focus, editado pelo Banco Central na segunda-feira, a partir da consulta de mais de cem analistas de instituições financeiras, o PIB deve mesmo permanecer na casa dos 2,94% este ano. Confirmado o resultado, este deverá ser o pior entre os países emergentes e o segundo menor da América Latina, atrás apenas do Haiti, segundo estudo divulgado pela consultoria Austin Rating, nesta quinta-feira.

Segundo o Ministério da Fazenda, porém, a economia tende a crescer 3,2%. Para alcançar esse índice, o PIB precisaria ter uma expansão de 5,2% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2005. A possibilidade de ocorrência de um fenômeno como este iria surpreender a série histórica do índice que, desde o ano 2000, não mostra um crescimento no país dessa ordem no quarto trimestre.

As taxas de juros, apesar das quedas constantes ao longo do ano, não determinaram uma reação no ritmo do crescimento nacional. Segundo analistas, apesar da continuidade do ciclo de queda de juros, a economia brasileira ainda carece de reformas estruturais, como aumento de investimentos, marcos regulatórios e implementação das reformas Tributária e da Previdência; além de corte de gastos do governo.

Consumo

O consumo do governo apresentou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre e o consumo das famílias percebeu alta de 0,5%, em 13 trimestres consecutivos de alta. Segundo o IBGE, a formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos produtivos do país, subiu 2,5% sobre o segundo trimestre. Comparado ao mesmo período do ano passado, a expansão foi de 6,3%. De acordo com o relatório do IBGE, a formação bruta de capital fixo teve crescimento principalmente devido ao câmbio, que favoreceu a importação de bens de capital (máquinas).

Esse fator foi determinante e superou em importância a construção civil, que também teve aumento de investimentos. O setor cresceu 5,5% no terceiro trimestre. Somente o crédito para a construção civil teve alta de 25%.

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