O site do jornal <i>The New York Times</i> publicou, nesta quarta-feira, que um relatório do Conselho de Vigilância Internacional para o Iraque, órgão criado pela ONU (Organização das Nações Unidas), questiona a gestão americana dos fundos iraquianos.
O informe destaca particularmente as inúmeras irregularidades na venda de petróleo e na atribuição de contratos, citando especialmente uma filial da Halliburton, empreiteira americana comandada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, de 1995 a 2000. A empresa foi a maior favorecida por contratos dados sem concorrência no Iraque.
Segundo o Conselho de Vigilância, a Autoridade Provisória da Coalizão no Iraque, dirigida pelo administrador americano Paul Bremer, utilizou de forma errada o dinheiro iraquiano e não conseguiu combater a corrupção.
O relatório critica especialmente o modo como o órgão entregou US$ 1,8 bilhão ao grupo Halliburton.
A Autoridade Provisória comandou o Iraque de 20 de março de 2003 até sua dissolução, em 28 de junho passado, quando o governo interino assumiu o poder.