Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Relatório constata que EUA não devem acusar Chávez de terrorista

A situação dos EUA na América Latina tende a se complicar ainda mais, caso o governo do presidente George W. Bush resolva, meses antes de deixar o poder naquele país, investir de forma unilateral contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, diante uma suposta ligação dele com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias Colombiana (Farc). (Leia Mais)

Terça, 06 de Maio de 2008 às 20:48, por: CdB

A situação dos EUA na América Latina tende a se complicar ainda mais, caso o governo do presidente George W. Bush resolva, meses antes de deixar o poder naquele país, investir de forma unilateral contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, diante uma suposta ligação dele com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias Colombiana (Farc). 

 constatação está em relatório do Senado norte-americano, diante de pressões cada vez mais freqüentes de parlamentares republicanos que pregam a inserção da Venezuela na lista de países que apóiam o terrorismo. Uma decisão dessa envergadura implicaria em sanções imediatas ao governo socialista venezuelano.

Em 49 páginas, o documento revelado pela agência inglesa de notícias Reuters, nesta terça-feira, foi assinado por Carl Meacham, assessor do senador Richard Lugar (líder republicano na Comissão de Relações Exteriores). Ele adverte que uma decisão dessas, sem a aprovação de instituições como a Organização dos Estados Americanos (OEA), "poderia ser contra-producente para os EUA", diz a agência.

"Se os fatos levam a essa opção, as autoridades deveriam assegurar que (...) as sanções diminuam, ao invés de reforçarem, a capacidade do presidente Chávez de mobilizar a opinião pública a seu favor, na Venezuela e no resto da América Latina", afirma o texto.

Atualmente, a lista de países acusados pelos EUA de patrocinar o terrorismo é composta por Irã, Cuba, Coréia do Norte, Sudão e Síria.

Ainda segundo a agência, o relatório foi enviado a todos os senadores e aos líderes da Câmara, preparando terreno para o resultado das investigações da Interpol sobre dados, presentes em computadores confiscados da guerrilha, que supostamente indicam uma ajuda política, bélica e financeira de Chávez às Farc, que é considerado um grupo terrorista pelos EUA e pela União Européia.

Tags:
Edições digital e impressa