Depois de uma tentativa de impedir qualquer investigaçào interna sobre incidentes de guerra, a Agência americana de Inteligência de Defesa (DIA) acusa, em um relatório, membros das forças especiais no Iraque de terem brutalizado e agredido presos iraquianos em Bagdá.
De acordo com a DIA, os membros de um destacamento de forças de operações especiais no Iraque (TF 6-26) deram tantos socos no rosto de um preso que o mesmo precisou de atendimento médico. Os agressores ameaçaram os interrogadores da agência depois que eles tentaram documentar o abuso, segundo o relatório. Os militares confiscaram as fotografias dos ferimentos que haviam sido feitas, assim como as chaves do veículo dos funcionários da DIA. Também advertiram que não mencionassem o que haviam visto a ninguém nos Estados Unidos.
Dois interrogadores da DIA também afirmaram ter visto presos entrando em uma prisão temporária de Bagdá com marcas de queimaduras nas costas, equimoses e, em alguns casos, se queixando de dores nos rins, destaca o relatório com data de 25 de junho de 2004.
O texto produzido pelo diretor da DIA, o vice-almirante Lowell Jacoby, e enviado a Stephen Cambone, subsecretário de Defesa responsável pela inteligência, integra uma série de documentos até então confidenciais obtidos pela ACLU, a principal organização de defesa das liberdades individuais nos Estados Unidos.