Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 2026

Relatório anual do FMI é auto-explicativo

Quarta, 04 de Maio de 2011 às 11:34, por: CdB

O relatório anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) agora divulgado, relativo à 2010 é auto-explicativo. Ao contrário dos nossos fundamentalistas econômicos, o documento reconhece que fizemos sim um ajuste fiscal e corte de créditos. A entidade vai mais longe: considera, inclusive, estas medidas passos certos em direção ao equilíbrio fiscal.

A América Latina, afirma o relatório, continua crescendo em "ritmo saudável", porém há riscos de superaquecimento sinalizados pela alta inflacionário em vários países, a expansão do déficit em conta corrente e aceleração do crédito e dos preços dos bens duráveis. Para este ano, o Fundo projeta um aumento de 4,7% do PIB na América Latina - em 2010, o índice chegou a 6%.

O relatório constata e registra que os emergentes -  Brasil entre estes -  estão crescendo em ritmo maior do que os países desenvolvidos. Explica, ainda, que devido à alta global dos preços das commodities, as economias exportadoras desses produtos estão se beneficiando.

Já em relação aos Estados Unidos, a previsão não é nada boa: o FMI teme recessão profunda e identifica a falta de um plano definido de ajuste fiscal no país, o que poderá levar a uma alta de juros.

O que chama a atenção neste documento, também, é a posição do Fundo sobre a situação mundial:  ele registra juros e crescimento baixos e com inflação. Este é o pior dos mundos, com o agravante de que os EUA não dão sinais de fazer qualquer ajuste fiscal ou em suas contas externas, nem de voltar a crescer. Uma situação global que, nem há como ser diferente, tem seus reflexos no Brasil.

 

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