A falta de um planejamento do governo americano para o período pós-guerra contribuiu decisivamente para a insurgência no Iraque, disse nesta quinta-feira o Conselho de Realações Exteriores, um dos mais importantes institutos de pesquisas políticas dos Estados Unidos. O estudo afirmou ainda que a falta de preparo apropriado para o período pós-guerra "incentivou a insurgência logo cedo".
Ainda de acordo com o estudo, a decisão de que não seriam necessárias mais tropas para reconstruir o Iraque do que para a invasão foi um erro de cálculo crítico. O relatório afirma que o baixo número de soldados deixou o governo com poucos recursos para lidar com as necessidades de segurança, administração e econômicas do Iraque.
O Conselho de Relações Exteriores disse ainda que a reconstrução no pós-guerra tem que ser prioridade da segurança nacional como a guerra. O relatório recomendou que seja estabelecido um fundo de US$ 1 bilhão para ajudar na reconstrução de Estados pós-conflito.
O estudo foi liderado por dois ex-assessores de segurança nacional - o democrata Sandy Berger e o republicano Brent Scowcroft, que eram críticos à invasão do Iraque. O relatório também afirma que a responsabilidade do governo americano pela estabilização e reconstrução do Iraque é "difusa" e "incerta".
- O fracasso em levar esta fase do conflito tão a sério como as operações iniciais de combate teve séries conseqüências para os Estados Unidos, não apenas no Iraque, mas, mais amplamente, nos esforços internacionais para estabilizar e reconstruir nações depois de conflitos - disse ainda o relatório.
Os esforços de reconstrução do Iraque têm sido prejudicados diariamente por tiroteios e atentados, desde a invasão em 2003.