Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Relator sugere que delegado da PF seja ouvido pela CPI do Apagão

Terça, 08 de Maio de 2007 às 16:21, por: CdB

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, deputado federal Marco Maia (PT-RS), avalia que o delegado da Polícia Federal do Mato Grosso Renato Sayão Dias deve ser o primeiro a ser ouvido na comissão. O delegado foi co-responsável pelo inquérito sobre o acidente com o Boieng da Gol, que emsetembro do ano passado vitimou 154 passageiros.

- Ele vai trazer muitas informações preliminares sobre esse inquérito -, disse, acrescentando que os deputados devem votar nesta quarta-feira o requerimento sobre esse assunto.

O deputado avalia que começar os trabalhos da CPI a partir do acidente aéreo é um "bom início".

- Talvez dali nós possamos avançar para outras investigações que se façam necessárias para entender todo o processo de crise vivenciada no sistema de tráfego aéreo do país -, disse.

Segundo ele, a idéia é que a partir do roteiro apresentado nesta terça, os deputados possam incorporar idéias e buscar linhas de apuração diferentes das dos órgãos que investigaram o acidente.

- Na medida do possível, vamos trabalhar na condução dos trabalhos da CPI ouvindo, debatendo, discutindo e refletindo sobre o teor e o tamanho das investigações que nós iremos produzir -, afirmou.

Maia afirmou que vários requerimentos propostos pelos parlamentares já foram incorporados ao roteiro.

De acordo com o relator, a proposta do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de visitar os Centros de Controle Aéreo (Cindactas) também deve ser incorporada.

- Acho que a CPI precisa fazer essa visita para conhecer, conversar com os controladores e poder ter um contato mais direto com o sistema como um todo para poder refletir -, disse.

Maia disse ainda que os próprios controladores de vôo também devem ser ouvidos na CPI. A proposta sobre o tema deve ser encaminhada nesta quarta.

- O que nós precisamos saber é qual o controlador ou os controladores que iremos ouvir, porque são dezenas que trabalhavam no momento do acidente, que trabalharam depois e durante a crise -, explicou.

A CPI, que volta a se reunir nesta quarta-feira às 14 horas, tem 120 dias para concluir seus trabalhos.

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