O deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS) concluiu a leitura do seu relatório e pediu a cassação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) por quebra de decoro parlamentar. Antes de iniciada a leitura, o documento foi divulgado no plenário 9, onde o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se reuniu. João Paulo Cunha reclamou no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que a presunção de inocência no processo dele não foi válida.
Ele reiterou sua inocência dizendo que quando recebeu os R$ 50 mil das contas de Marcos Valério estava seguro de que o dinheiro provinha do PT e que lhe havia sido dado pelo tesoureiro do partido. Quanto à acusação de irregularidades nos contratos entre a Câmara e a SMPB, João Paulo disse que toda a prestação de contas referente a esses contratos está na internet para quem quiser conferir.
O advogado de João Paulo Cunha, Alberto Toron, afirmou que seu cliente não tem nada a esconder e que não quis protelar o processo, por isso não arrolou nenhuma testemunha de defesa. Cunha é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter recebido dinheiro de uma das empresas de Marcos Valério - acusado de ser o operador do suposto esquema do valérioduto - segundo apurações das comissões parlamentares mistas de inquérito dos Correios e da Compra de Votos.