Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Relator estuda inclusão de senador tucano em lista de caixa dois

Relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse nesta terça-feira que o presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), não será protegido se as investigações comprovarem as denúncias de envolvimento dele com o empresário Marcos Valério de Souza nas eleições de 1998. (Leia Mais)

Terça, 06 de Setembro de 2005 às 16:16, por: CdB

Relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse nesta terça-feira que o presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), não será protegido se as investigações comprovarem as denúncias de envolvimento dele com o empresário Marcos Valério de Souza nas eleições de 1998. Na ocasião, Valério teria realizado repasses para políticos ligados à coligação de Azeredo, então candidato ao governo de Minas Gerais.

- Eu não estava protegendo o Azeredo. Fiz um ponto de corte. O que eventualmente a CPI vier a ter sobre a participação do senador Eduardo Azeredo no esquema de Marcos Valério, poderá ser citado em um outro relatório parcial - disse Serraglio, em referência à ausência do presidente do PSDB da lista de 18 parlamentares citados no relatório parcial das CPIs dos Correios e do mensalão.

Segundo o relator, foi o próprio Valério quem informou que teria atuado na campanha de Azeredo.

- Não se pode perder o foco num momento em que a CPI está sendo criticada principalmente por conta disso - disse.

O empresário Marcos Valério afirmou em depoimento na CPI da Compra de Votos que considera similares as operações de financiamento de campanhas eleitorais nas quais esteve envolvido em 1998 e em 2004. Na primeira, admitiu ter repassado recursos por meio de caixa dois para o então candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Eduardo Azeredo.

Quanto à segunda, ele disse ter atuado em conjunto com o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Marcos Valério entregou à CPI a lista das pessoas que receberam recursos durante a campanha de 1998. De acordo com o empresário, a mesma lista já está de posse da Procuradoria Geral da República.

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