Empresários e parlamentares têm pressa para a entrada em vigor da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, aprovada na uqarta-feira no Senado. O relator do projeto na Câmara dos Deputados, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), garante que o processo de votação na casa, por onde a matéria já havia passado, será rápido e ficará limitado apenas à nova data estabelecida pelo Senado para vigência da lei.
- Este é o projeto mais importante que está sendo aprovado nos últimos 20 anos no Brasil. Trata-se de inclusão econômica, de inclusão trabalhista e de inclusão social - , comentou Hauly.
Para ele, a lei geral, que cria o Supersimples - sistema que unifica seis impostos federais, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços) e reduz alguns impostos, vai trazer para a formalidade grande parte das quase 10 milhões de atividades hoje informais.
Pelas projeções de Hauly, em 12 meses de vigência da nova lei, será possível "pagar todo o prejuízo que aparentemente o governo teria e começar a dar lucro, a ter mais receita". Só no governo federal, as estimativas são de renúncia de R$ 5,4 bilhões em um ano.
Além da unificação de impostos, a nova lei desonera as exportações e reduz a burocracia para o registro de micro e pequenas empresas.
Relator do Supersimples na Câmara garante votação rápida
Quinta, 09 de Novembro de 2006 às 18:53, por: CdB